Isolamento social e aumento da violência doméstica

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Reprodução/Pixabay

No Rio de Janeiro houve um aumento de 50% de casos de violência doméstica, durante o confinamento

Dados apontam para o aumento de casos de Violência Doméstica, neste momento de Isolamento Social.

Vivemos um momento inaugural, nenhum de nós estava preparado para uma Terceira Guerra Mundial, onde o inimigo fosse microscópico- um vírus.

Que nos fez “Ficar Em Casa”- para conter o aumento da curva de contágio e proteger principalmente nossos idosos.

Se por um lado, nos afastamos voluntariamente do convívio social, nos expomos a um excesso de convívio familiar. Que em alguns, despertou o sentimento de confinamento, de exclusão, exacerbando a agressividade, que antes era liberada, de forma criativa nas relações e programas sociais.

São vários os estudos que associam o retraimento social a perturbações internalizadas como ansiedade, fobias, hipocondria, TOC, depressão, ideação suicida, agressividade e etc.

É de suma importância as interações sociais para o desenvolvimento dos laços afetivos, do prazer da companhia, do desenvolvimento cognitivo, para a introjeção das normas e leis sociais.

No “Excesso de Convívio Familiar”, crianças estão contidas em ambientes reduzidos, na grande maioria em apartamentos, marido e esposa, estão dividindo além do espaço físico, a dinâmica da casa com os filhos, no mesmo cenário. Isso potencializa os conflitos e confrontos que estavam latentes, tornando-os agora manifestos.

A violência doméstica, é compreendida como um fenômeno complexo, nas suas distintas formas, particularmente como causa e consequência a desigualdade de poder nas relações de gênero. A violência doméstica ou de gênero afeta a integridade biopsicossocial da vítima. São diversas as sintomatologias e transtornos do desenvolvimento que podem se manifestar, tais como: doenças nos sistemas digestivo e circulatório, dores e tensões musculares, desordens menstruais, depressão, ansiedade, suicídio, uso de entorpecentes, transtornos de estresse pós-traumático, além de lesões físicas, privações e assassinato da vítima.

Estamos num cenário mundial adverso e desafiador, é momento de manter a sanidade mental, através do equilíbrio emocional. S em algum momento, você sentir a perda da serenidade Atal ponto que sua natureza mais primitiva e inconsciente, possa se transformar em violência psicológica, verbal ou física, contra o outro (mulher).

“BUSQUE AJUDA PROFISISONAL- Um Psicólogo poderá lhe ajudar!

Se você sente-se uma vítima em potencial, peça socorro!

Ligue 180- Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Não se alie ao inimigo, contra você, por medo ou vergonha – Peça Ajuda!

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