Quem invade o espaço dos outros com suas certezas não sabe o significado da palavra empatia

Minimamente, preciso de autorização ou solicitação para, respeitosamente, entrar no território sagrado da alma alheia.

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Quando o espaço é do outro, devemos seguir nele com cuidado. Penetrar nele com as nossas certezas absolutas, mais do que falta de empatia, significa falta de respeito, significa que damos mais valor a nós próprios, às nossas opiniões e certezas do que ao que o outro pensa ou acha.

As certezas causam impossibilidades, por outro lado, as dúvidas são prenhes de ensinamentos e descobertas. Ser empático é ter a capacidade de se “colocar no lugar do outro”, mesmo que de forma abstrata, e basear a razão de forma concreta no ponto de vista da outra pessoa.

Se as certezas são limitantes, encurtam a visão de mundo, é um verdadeiro desastre invadir o espaço do outro com as próprias certezas.

Posso entrar?

Se eu, por vezes, me confundo com minhas emoções e sentimentos, é quase certo que farei estragos adentrando o espaço alheio com minha visão limitada pelas minhas certezas. Minimamente, preciso de autorização ou solicitação para, respeitosamente, entrar no território sagrado da alma alheia.

Passo a passo para a empatia

Ouvir – oferecer ao outro uma escuta de qualidade.

Ouvi-lo, observando como ele vê, percebe e “sente”.

Compreender seu relato, de acordo com seu ponto de vista.

Só, então, é hora de enriquecer a visão, acrescentando um novo olhar sobre o mesmo ponto, porém, com outra perspectiva.

Entre o “não” das incertezas da outra pessoa e o “sim” das nossas certezas, há o “talvez”, o “quem sabe”, o “pode ser”, o “pensando bem”, o “não tinha me atentado para esse aspecto”, o “vou pensar sobre isso”, etc.

Na agregação dos pontos de vista, criamos um caleidoscópio de opções, saberes e novas possibilidades, ampliando, assim, o espaço de escolha.

Portanto, o respeito, a empatia, o limite e a escuta determinarão o melhor resultado. Ou, pelo menos, o mais ameno, com menor impacto negativo.

“Invasão é diferente de contribuição, portanto, num diálogo, saiba a hora de opinar, como opinar, o que falar, e faça a sua contribuição.”

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